Biologia-Reformulações constantes

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Investigadores da UA descobrem alteração ao código genético e invalidam um dos dogmas centrais da Biologia

O artigo publicado hoje na Nature dá a conhecer a descoberta de uma importante alteração no mecanismo de síntese das proteínas, que invalida o dogma central da Biologia de que todos os seres vivos usam o mesmo código genético, abrindo novas e importantes oportunidades para o desenvolvimento de drogas contra os fungos patogénicos.

Quinta-feira, 4 de Junho, um consórcio internacional liderado por investigadores do Broad Institute – Instituto conjunto da Universidade de Harvard e do MIT ? que integra um grupo de investigadores do Departamento de Biologia da UA e do seu Laboratório Associado CESAM, publica um artigo na Nature com os resultados de uma investigação que apresenta a sequência e anotação dos genomas de oito fungos patogénicos.

A investigação desenvolvida pelo grupo de Biologia do RNA do CESAM, coordenado pelo investigador do Departamento de Biologia da UA Prof. Manuel Santos, no seio do consórcio internacional liderado por investigadores do Broad Institute, mostram como oito fungos patogénicos interagem com o sistema imunitário e como causam infecção, revelando, ainda, características fundamentais dos seus genomas que permitem compreender a sua ecologia, mecanismos de reprodução e adaptação.

Os investigadores da UA estudaram o código genético destes fungos e descobriram uma alteração no mecanismo de síntese de proteínas, que contradiz o dogma central da biologia de que todos os seres vivos usam o mesmo código genético. Esta descoberta tem importantes implicações para compreendermos a evolução do código genético e a origem da vida.

Como se pode ler no artigo, os fungos do género Candida são a maior causa de infecções fúngicas oportunistas a nível mundial. O artigo reporta as sequências dos genomas de oito espécies de Candida e compara os genomas de fungos patogénicos e não patogénicos. Nos fungos patogénicos existe uma expansão significativa no número de genes que codificam componentes das paredes celulares e de proteínas excretadas, bem como de outras proteínas envolvidas no transporte de nutrientes do meio ambiente para o interior das células, o que sugere adaptações associadas à patogénese nestes fungos. Em três das espécies diplóides grandes regiões do genoma são homozigóticas, sugerindo recombinação recente dos seus genomas. Surpreendentemente, em algumas das espécies não foi possível encontrar vários dos componentes que controlam o mecanismo de divisão celular, o que levanta novas questões sobre a maneira como estes fungos se produzem.

A análise do código genético destes fungos relevou que os codões CUG, que no código genético dos outros seres vivos codificam o amino ácido leucina, alteraram a sua identidade para o amino ácido serina. Os resultados mostram que 99% dos codões CUG originais desapareceram destes genomas e que reemergiram em novas posições nos genes com um significado diferente. Por último, o estudo revê o catálogo dos genes do principal fungo patogénico Candida albicans, identificando inúmeros genes novos.

Uma resposta to “Biologia-Reformulações constantes”

  1. agost2010 Says:

    Embora seja uma reflexão epistemológica, o texto em causa não reflecte sobre a epistemologia do tema do grupo

    o post não tem as categorias correctas

    Faltam referências bibliog

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